sábado, 28 de janeiro de 2012

Capa das teses dos congressos de UBES

Apresento aos amigos que seguem a trajetória do ME capixaba e nacional, as capas das teses dos congressos da UBES, em algum momento passamos por um desses congressos.
 

Momento marcante!
 

Como podemos esquecer das músicas entoadas como grito de guerra ou palavra de ordem, como dizem alguns. Relembrar do 30º Congresso o grito “Declare Guerra, Declare já, Declare Guerra a Quem Finge te Amar” entre outras.
 

Como esquecer as vitórias políticas, como foi também em 93 no Anhembi a vitória contra o MR8.
 

Ou esquecer o famoso UUUUU JJJJJJJJ SSSSSSS feito pela bancada da UJS no Congresso de 95 em Goiânia.
 

Das amizades conquistadas e dos amores de congresso que começa no ônibus de ida e termina na parada da volta.
 

Momentos únicos em nossas vidas 


 30º Congresso da UBES - São Paulo - SP - 1993



31º Congresso da UBES/ Goiania - GO - 1995

32º Congresso da UBES - Uberlandia - MG - 1997
33º Congresso da UBES - Goiania - GO - 1999



domingo, 22 de janeiro de 2012

Memória do Movimento Estudantil Cachoeirense

A Casa do Estudante (Década de 1950 a 1960).

Compartilho aqui com os amigos a entrevista com Abgar Torres Paraíso é jurista e trabalhou em várias instituições de ensino de Cachoeiro, foi dirigente da União Cachoerense de Estudantes Secundarista - UCES. A entrevista foi realizada pelo Paulo Fabris, Sociólogo e historiador social, Editor da revista Sinais, membro do Conselho Deliberativo e coordenador da linha de pesquisa de História e Memória do NEI (Núcleo de Estudos e Pesquisas Indiciárias), órgão vinculado ao Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo.

Click aqui e leia a entrevista completa.

Um forte abraço
Ketno Lucas Santiago

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Protesto contra o aumento das passagens de vitória 2002

Mais um momento de enfrentamento dos estudantes contra a polícia militar.

Jornada de Lutas/ 2002

Essa é uma manifestação que fez parte da jornada de luta da UBES são os estudantes capixabas dando sua contribuição no contexto nacional.

Na parte de baixo da foto boa parte do grêmio do CEFET/ES.


Fora Zé Inacio/ 2001







Nestas fotos é possível perceber que a unidade é a chave da vitória, participação do Everton Meira, Andre Gomide, José Milson e nos na época da UJS, Fabiana Costa, Márvia Scardua, Fábio Lúcio, Leonardo Lopes, Kesia Silveira, Edson Pettri, Luara Amaral, Pearly Candotti entre outros que contribuíram para construirmos este importante momento da história capixaba.

Um forte abraço
Ketno Lucas

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Da Legalização ao Golpe de 64

O inicio da década de 60 foi o momento da história do movimento estudantil, marcado pela legalização das entidades, foram aprovados um conjunto de leis que contribuíram para dar mais legitimidade para o movimento estudantil capixaba.

Com essas leis, hoje é possível compreender como as entidades de estudantes (União Estadual dos Estudantes – UEE/ES e a Casa do Estudante Capixaba – CEC) consolidaram seu patrimônio, Digo isso a respeito do Ginásio Jones dos Santos Neves, em Bento Ferreira e a Sede da UEE, situado na Rua Washington Luiz – Centro, Vitória – ES.

No Brasil, viviamos um clima de certa instabilidade política com a renúncia de Jânio Quadros e a posse de João Goulart para Presidente da República. Com a posse de “Jango”, entravamos em um momento de possibilidades de reformas democraticas no Brasil.

No Espírito Santo no inicio dos anos 60, era o fim do governo de Carlos Fernando Monteiro Lindenberg e o inicio do governo de Raul Giuberti. O quadro nacional tinha um impacto forte na política local.

Infelizmente, o Golpe de 64, coloca de molho qualquer possibilidade de reformas no Brasil e para piorar coloca as entidades estudantis na ilegalidade.

Nos inicio dos anos 60 foram um conjunto de Leis que contribuiu para garantir a legalidade dessas organizações.

- Lei Estadual nº 1583 de dezembro 1960, que autoriza o Poder Executivo a doar a Casa do Estudante Capixaba o terreno em Bento Ferreira.

- Lei Estadual nº1640 de outubro de 1961, que declara de utlidade pública a União Estudal dos Estudantes do Espírito Santo.

Leis sansionada pelo então Governador Carlos Fernando Monteiro Lindenberg.

No municipio de Vitória – ES

- Lei Municipal nº 923 de 7 de outubro de 1960, que concede 50% de abatimento no pagamento das passagens do transporte público. Sancionada pelo então Prefeito de Vitória, Adelpho Poli Monjardim.

- Lei Municipal nº 967 de 6 de junho de 1961, que considera de utilidade pública a União Estadual dos Estudantes do Espírito Santo – UEE/ES. Sancionada pelo então Prefeito, Adelpho Poli Monjardim.

- Lei Municipal nº 1530 de 7 de dezembro de 1965, que consideram de utilidade pública a União dos Estudantes Secondarista do Espirito Santo – UESES. Sancionada pelo então Prefeito Solon Borges Marques.

Foram grandes as contribuições dadas pelos administradores da capital e do governo do Estado do Espírito Santo, tenho certeza que este gesto contribuiu para a fortalecer a resistência dos estudantes capixabas no período de chumbo vivenciada anos depois. Contribuiu também para a manutenção do património dos estudantes e é claro nos ajuda a conpreender um pouco o momento histórico vivênciado pelos estudantes capixabas.

No livro “Vitória – Tragetório de uma vidade” de Carol Abreu, Jones de Biase Martins e Gualberto M. Vasconcellos – 1993” registra a atuação do Movimento Estudantil da década de 60.

“Nos anos 1960 os estudantes brasileiros transformaram-se em importantes personagens da vida política nacional. Numa sociedade, descontentes com os rumos antidemocráticos que vinham se configurando.
No caso de Vitória, toda uma geração de líderes foi construída nas ações de reinvindicações. Desde um Marcelo Santos Neves ou de uma Jussara Lins Martins na engenharia, de um Cesar Ronald, Laerte Camasceno ou Iran Caetano na medicina, a um Comingos Freitas Filho e Zélia Stein na filosofia até a Luiz Moulin ou Maria Guilhermina Massad Campos no Direito. Esta lista precária omite muitos nomes. Nomes importantes certamente. Seu objtivo é apenas o de mostrar a efervecência que abateu-se sobre Vitória no contexto do movimento estudantil que balançava o Brasil.”